REPORTAGEM ESPECIAL: Neto de Coronel Teixeira visita Marcelino Ramos e cemitério onde estão antepassados

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IMG_0244Mais uma importante página da história de Marcelino Ramos foi escrita nesta quinta-feira (10). Um homem de 80 anos, acompanhado por familiares, viajou quase 2 mil quilômetros de carro para resgatar suas origens em duas comunidades do interior do nosso município. Trata-se de Nelson Teixeira, um dos últimos netos vivos do ilustre e enigmático Coronel Teixeira, personagem marcante da história de colonização do município. A equipe de reportagem do Portal de Marcelino teve a honra e o privilégio de ser convidada pela família para acompanhar a visita. Quem foi Coronel Teixeira? De onde veio? Onde viveu? A fama de ser um homem mau. Perguntas que foram feitas e respondidas sem qualquer tipo de constrangimento pelo neto de um dos personagens mais emblemáticos de nossa história que até hoje é lembrado pela valentia. “Nossa ele tinha fama de ser um homem muito mau, que matou muitas pessoas lá no estreito” lembra um morador idoso que conversou com nossa reportagem minutos antes do nosso encontro com a família.

A visita
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Acompanhado pelo advogado Gilmar Teixeira Lopes de Passo Fundo, que é sobrinho, Nelson Teixeira chegou à Marcelino Ramos pela manhã. Após uma visita breve na cidade, eles se deslocaram até o cemitério da comunidade de Lambari, próximo de Suzana. Num jazigo estão sepultados três filhos do Coronel João Teixeira, entre eles Brasilico Teixeira, pai de Nelson. “Meu pai, inclusive tenho uma carta original, foi nomeado pelo Governo do RS para servir como tenente e recrutar homens de Marcelino para a Guerra em SP” lembrou Nelson Teixeira. A carta, cuja cópia foi entregue ao Portal, é de 18 de julho de 1934 e foi assinada pelo então governador José Antônio Flores da Cunha. No cemitério a família fez uma visita breve e em seguida partiu com destino ao próximo ponto de parada.

Distrito de Coronel Teixeira
No trevo de acesso ao distrito o grupo fez uma breve parada onde foram captadas algumas imagens junto a placa indicativa. Lúcido, com voz firme e com a emoção à flor da pele, Nelson Teixeira deixava transparecer a todo momento a importância do retorno à Marcelino e o orgulho ser neto do ilustre personagem da nossa história. Na frente do Centro Comunitário ele concedeu entrevista ao Portal de Marcelino.

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Cemitério em Lambarí

Ele contou que seu avô, Coronel João Teixeira, nasceu em Tupanciretã, na fronteira do RS, e no final do século passado (data não precisa), partiu no lombo de um cavalo e com uma companheira com destino à Marcelino Ramos. Cruzou o Estado e muito mato até estabelecer residências na barra do rio Suzana. “Ele construiu sua moradia e família alí onde se juntam as águas do rio Suzana com o rio Uruguai” explicou Nelson. Gerou cinco filhos, sendo quatro homens e uma mulher. Logo em seguida foi nomeado pelo Governo do Estado para ser uma espécie de delegado para manter a ordem pública numa região que compreendia entre Gaurama e Coronel Teixeira. A graduação de Coronel surgiu em razão desta nomeação. O neto Nelson Teixeira recordou que na época, muito menino ainda, ouvia muitas histórias e que a fama de violento e mau foi algo criado pelo povo que não respeitava as normas de convivência em sociedade. “Eles o chamavam de ruim porquê eles queriam ver as coisas certas, ele repreendia as pessoas e as pessoas maus começaram esparramar esta fama que ficou até os dias de hoje” esclareceu Nelson. Muitos boatos se espalharam ao longo de dezenas de anos sobre a família dos Teixeira em Marcelino em razão da valentia, mas segundo os familiares era pelo fato dele agir com rigor em determinadas situações. Entre os comentários, principalmente dos mais antigos, histórias de que pessoas eram jogadas no canalão do estreito pelos comandados do Coronel.

A morte do Coronel Teixeira
Nelson Teixeira relatou ao Portal de Marcelino que seu avô morreu em 1949. Logo após o almoço ele deitou em uma rede na varanda da casa e acabou enfartando aos 74 anos. Os restos mortais, que estavam no Lambari, acabaram sendo levados para um Cemitério do município de Coxilha, onde estão até hoje depositados em um Jazigo.

Nelson (E), Gilmar (Meio) e Adroaldo (D)

Nelson (E), Gilmar (Meio) e Adroaldo (D)

Para o advogado Gilmar Teixeira Lopes, sobrinho de Nelson, a viagem à Marcelino Ramos teve um significado muito importante para a família na questão de resgate das origens, mas principalmente para o município, que agora com a reportagem do Portal de Marcelino terá mais subsídios sobre a história de Coronel Teixeira. “A ideia é reforçar a história de Marcelino com este resgaste e para nós passar por estes momentos, por esses locais foi uma enorme satisfação e confesso que me emocionei muito na frente de um jazigo histórico (lambari) onde estão nossos antepassados” finalizou ele.

Nelson Teixeira, 80 anos, mora atualmente na cidade de Primavera do Leste, no Matogrosso. Ele veio com o filho Adroaldo.

Editorial
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A equipe de reportagem do Portal de Marcelino, que estava em Joaçaba (SC), se deslocou especialmente para Coronel Teixeira para fazer a cobertura desta visita e recepcionar a ilustre família. Foi um momento único e em nossa avaliação extremamente importante onde pesou muito a responsabilidade de buscar os detalhes deste recorte histórico. Em meio a onda de boatos, muito se falou e se fala sobre a família Teixeira. Acredito que conseguimos contextualizar, com breve profundidade, parte abreviada da história com pesquisa direta na fonte. Retornamos à Joaçaba no início da noite com a sensação que colaboramos com mais uma página da história de Marcelino Ramos publicando o conteúdo na web que se tornará vitalício, servindo no futuro para possíveis consultas de estudantes ou pessoas interessadas pelo tema. Estruturamos a reportagem sob o ponto de vista da família que nos repassou as informações para elaboração do referido texto.

Obrigado a família pela confiança depositada no Portal de Marcelino. (Marcelo Santos)

 “Tenho orgulho do meu vô, tinha fama de ruim? Mas o ruim dele era chamar atenção daqueles que não prestavam”. (Nelson Teixeira, 2015)

“Um povo sem o conhecimento da sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes” (Marcus Garvey)

Assista entrevistas com Nelson e Gilmar

31 comentários em “REPORTAGEM ESPECIAL: Neto de Coronel Teixeira visita Marcelino Ramos e cemitério onde estão antepassados

  • 5 de outubro de 2021 em 18:00

    Concordo com o comentario do neto Edison Teixeira Bonaldo que conheci nainfancia em Marcelino. Sou filha do segundo casamento de meu pai José Francisco Biavatti
    Portanto nao conheci Ambrosina mad sei que ela era.muito bonita. Meu pai admirava muito o coronel Domingos Teixeira claszificando- como severo mas honesto

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  • 5 de outubro de 2021 em 17:52

    Tenho 80 anos e.na.minha onfancia ouvi meu pai contar muitas coidas a respeito do coronel Domingos Teixeira do Amaral e sobre a revolução de 30 da qual ele participou.
    Meu pai Jose Francisco Biavatti ers genro do coronel pois era cadado com Ambrosina.Teixeira do Amaral em primeiras nupcias. O casal teve 3 filhos: Wilson que faleceu aos 16 znos, Nilson Idone Biavatti, medico que fsleceu em Lages.aos 80 anos e. Adilao Teixeira Biavatti que criou-se em Sarandi e faleceu em Blumenau rm 2013.

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  • 13 de maio de 2021 em 23:02

    Olá sou bisneta do coronel Teixeira e seu nome não era Joao e sim Domingos Teixeira.sua esposa. Zenobia e seus filhos são : Valdomiro. Jose. Setembrino Vivaldino. Universina. Ambrósia e a famosa Maria madalena a NENA. Peço aspessoas que não inventem histórias e a essas q acusam os Teixeira que vão a fundo ver os reais fatos da época obrigada

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  • 29 de agosto de 2020 em 22:37

    Este homem é neto do João Teixeira, irmão do verdadeiro Coronel. Este ai é um mentiroso. Meu avô é um dos netos do Coronel e me afirmou que esse homen tem o histórico de mentiroso. Eu Tataraneto do Coronel Teixeira tenho a espada dele

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    • 6 de setembro de 2021 em 13:24

      O tataraneto do Cel. está com toda razão. A historia deste senhor não é verdadeira.
      O Coronel Domingos Teixeira do Amaral teve sete filhos:
      Valdomiro Teixeira do Amaral
      Magdalena Teixeira do Amara
      Setembrino Teixeira do Amaral
      Otta Teixeira do Amaral
      José Teixeira do Amaral
      Ambrosina Teixeira do Amaral (casou com Domigos Biavatti)
      Universina Teixeira do Amaral. ( minha mãe)
      O Coronel faleceu em 1945, na casa de meus paes, em
      Marcelino Ramos e está enterrado em Marcelino mesmo.

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  • 18 de junho de 2020 em 14:45

    Sou filho de Calvino Francisco Soares

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  • 15 de maio de 2019 em 20:34

    Que bom conhecer um parente, meu avô materno era Neto dele também, sendo filho do Setembrino Teixera, que era filho do Coronel Teixeira. sendo o coronel teixeira meu tataravô.

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  • 25 de setembro de 2016 em 19:51

    Oi, sou filho de Romualdo Teixeira e neto do Nelson Teixeira, moro com eles desde que nasci. Eu estava conversando com o meu vo sobre como que a internet é comunicativa. Ele me falava várias palavras da cultura da região Sul e eu pesquisava no google imagens até chegar a esse link.
    Nós, achamos a descrição da materia muitoo boa, com isso, gostaríamos de agradecer ao escritor que publicou, Marcelo!
    A gente leu até os comentários, inclusive o comentário de Nilza Corso. rsrsrs, Zilda, minha vó me contou histórias alegremente de você, ela me disse que você gostava do meu pai à décadas atrás ahshauahaushia e também disse que estava com saudades.
    Abraços a todos.
    Primavera Do Leste-MT

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  • 7 de abril de 2016 em 16:10

    Pessoal, consegui pesquisar até a quinta geração. Tenho diversas informações, quem tiver interesse, favor entrar em contato, terei o maior prazer em conversar sobre o assunto. Inclusive, meu pai – Rômulo Bittencourt Teixeira – tem uma espada do Cel. João Teixeira.
    Mas, a princípio, posso afirmar, que ele não veio da fronteira! A família dele é natural de Tapejara e João Teixeira foi para Marcelino para controlar a construção da ferrovia naquela região.

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    • 3 de agosto de 2020 em 14:13

      por favor entrar em contato comigo, estou fazendo a arvore genealógica da família. ronie.v.albuquerque@gmail.com

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      • 3 de agosto de 2021 em 21:31

        Sou da Familia Teixeira resido em Fortaleza e tenho intetesse de sabet msis sobre esta família.
        Por favor me envie o seu material.
        msylvima@gmail.com.

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  • 6 de abril de 2016 em 22:15

    muito boa reportagem, sempre quis saber um pouco mais sobre a história de meu bisavô, as poucas informações que tenho recebi de meu avô, Francisco dos Santos Teixeira, filho mais novo dele, com o qual me criei.

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  • 11 de janeiro de 2016 em 17:42

    É isso ai Lilia concordo com você, meu avô também foi morto por esses ai,ele foi executado sem direito de legitima defesa Muita crueldade!!!

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  • 27 de setembro de 2015 em 17:51

    Parabéns para toda a família TEIXEIRA, pela iniciativa de resgatar a história daqueles que nos antecederam com muita honra e muita luta. Levantar tais memórias nos motiva para continuarmos trilhando pelo caminho do bem, carregando os valores de sempre, em busca de um futuro melhor.

    Resposta
  • 21 de setembro de 2015 em 10:54

    Parabéns ao Marcelo e às famílias Marcelinense ao prefeito por essa brilhante atitude em defesa da história do Distrito de Coronel Teixeira e Marcelino Ramos e da nossa família, que defendeu com muita onrra esta terra onde muitas familias puderam construir ali sua história, seu futuro, grandes riquezas, e serem felizes, é uma grande onrra pra todos que sabem valorizar o bem mais precioso que é a familia, sou fillha do Oscar Ferreira de Albuquerque, é filho de Amália Teixeira e Joaquim Ferreira de Albuquerque, mas é conhecido como Oscar Teixeira, contou muito dessa linda história pra nós, moramos ainda em Coronel Teixeira no interior, e nos colocamos à disposição para colaborar e ajudar a compor um pouco dessa linda história, esperamos a visita dos amigos e dos parentes precisamos juntar nossas falias novamete para recordar e dar exemplo aos mais novos,preservar nossas raisez, somos uma familia grande e muito bonita, esperamos vocês.Obrigada

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    • 12 de janeiro de 2016 em 14:54

      Marcelo, agradeço-lhe se possível me informar o contato de ANITA FERREIRA DE ALBUQUERQUE, filha do Oscar Teixeira q é filho da AMALIA TEIXEIRA…

      Resposta
  • 16 de setembro de 2015 em 08:59

    Ao ler a reportagem fiquei emocionado pelas lembranças daquilo que meus pais me contavam. Agradeço-lhe Marcelo, por oportunizar este resgate tão importante nestes momentos em que se faz necessário conhecer os valores com que se construiu a história, e também ao Portal de Marcelino, que permite através desses personagens fortalecer e registrar as origens das comunidades de Marcelino Ramos e Cel. Teixeira para as gerações futuras. Parabéns a todos e um forte abraço.
    Com muito orgulho!!!
    Edegar Teixeira Lopes
    Caxias do Sul – RS

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  • 12 de setembro de 2015 em 22:33

    Marcelo, muito boa tua reportagem.Acredito que muitas pessoas gostariam de saber o contexto histórico de sua cidade .Nós aqui em Barracão RS, sabemos a história de nosso município, onde levou este nome devido aos tropeiros que aqui passavam, indo em direção à São Paulo…….Mas para Coronel Teixeira esta história é especial…..Foi muito bom rever amigos nesta reportagem…Sr Nelson . Adroaldo, familia que nos acolheram anos atrás em Passo Fundo. Amigo Gilmar….abraços….

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  • 12 de setembro de 2015 em 12:57

    Meu pai foi o braço direito do coronel durante a revolução

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  • 12 de setembro de 2015 em 09:56

    Ouvir muitas vezes essa linda história , da Vó Ana, hoje muito emocionado ,vejo contada pelo amado Nelso Teixeira.

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  • 12 de setembro de 2015 em 09:10

    Parabens a toda familia Texeira. É uma historia linda e honrrada. Parabens !!!

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  • 11 de setembro de 2015 em 21:42

    Meus Parabéns Marcelo, Belíssima matéria. Trazendo para Mídia também Coronel Teixeira.

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  • 11 de setembro de 2015 em 16:59

    Parabéns ao Portal de Marcelino pela reportagem feita…sempre enaltecendo as pessoas que fizeram e fazem parte da história de Marcelino Ramos. Além dos pontos turísticos, reconhecem as pessoas que ajudaram e ajudam a construir um povo com valor. Parabéns ao Sr. Marcelo e ao Prefeito, por manterem viva esta chama com pessoas de valor histórico.
    O Distrito de Coronel Teixeira, e seu povo, estão de parabéns!

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  • 11 de setembro de 2015 em 15:13

    Adoramos ter lido a reportagem de pessoas tão ilustres e queridas que não víamos há muito tempo.
    Minha irmã e eu, qdo estudantes, moramos na casa do Sr. Nelson e da Dona Anésia em Passo Fundo e
    eles foram para nós uma segunda família. Confesso que de “mau” eles não tinham nada. Eram pessoas acolhedoras. Infelizmente por força do destino nossos laços de amizade ficaram distantes, mas sempre lembrados em nossos corações. Obrigado Sr. Nelson Teixeira e família, somos eternamente gratos a vocês. Gilmar e família tb amigos muito queridos e espero poder revê-los em breve. Um abraço.

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  • 11 de setembro de 2015 em 11:31

    Herói é aquele que lutou nos campos de batalha em defesa da honra, dos princípios de vida, na manutenção da lei e da ordem e, sobretudo, do respeito à história familiar consolidada por quem sempre buscou pautar por esses valores norteadores. Assim, todos que, de uma forma ou de outra, pactuaram por estes princípios e os conservam, podem e devem defender quem fez e faz parte da história de construção humana. Quem busca trilhar por este caminho tem um preço, podendo ser mal interpretado até o instante que oportunamente os sucessores possam esclarecer e bem dimensionar a realidade de um contexto de vida. Parabéns ao Sr. Marcelo pela brilhante matéria que ajuda a manter viva a história da origem do distrito de Cel. Teixeira e da cidade de Marcelino Ramos. Quiçá, todas as cidades tivessem um historiador como o Sr. Marcelo.

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  • 11 de setembro de 2015 em 09:58

    Só posso te cumprimentar, Marcelo, por esse resgate histórico. Parabéns!
    Neri Biavatti
    Radialista
    Panambi – RS

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  • 11 de setembro de 2015 em 08:39

    Só lamento meu pai nãoestar mais aqui para contar a verdadeira história do Cel. Teixeira e seus comandados…mas para os familiares eles serâo sempre heróis….e todos da época já se foram…Nicanor Almeida …e tantos outros que nunca foram ouvidos a respeito …e se foram não tenho conhecimento…mas de uma coisa tenho certeza …de heróis eles não tinham nada!!! E por Que só agora apareceu este Neto para defender a honra???? Por que não enquanto as vitimas estavam vivas????

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    • 21 de janeiro de 2016 em 15:31

      sempre estivemos, a familia mora lah a muitos anos, todos sabem, todos. mesmo nossa parte perdendo o sobrenome texeira, apenas restando o Albuquerque, somos conhecidos por texeira. tbm temos boas historias da familia colpo.

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    • 21 de maio de 2020 em 21:18

      Né?! Lilia, tomo a liberdade de fazer minha as suas palavras.
      Pena que meu avô e meu pai que foram testemunhas oculares dessa história nao estão mais aqui. Por ironia do destino meu pai e meu avô estão enterrados no mesmo cemitério.
      Passado o tempo a história se perdeu e hoje tenho amizade com os descendentes dos Teixeira, que tbm sao crias do estreito assim como eu.
      Não podemos nos resignar pelos feitos e não feitos dos nossos antepassados.

      Resposta
    • 15 de outubro de 2020 em 15:05

      Conta minha tia, ainda viva, com 84 anos, nascida em Marcelino Ramos, hoje residente em Guaramirim-SC, que os Teixeira, no auge do coronelismo, agiam na vila como déspotas, sempre com muita tirania, dispersando o terror e agindo com excessos sob a guarida e o privilégio que a lei lhes conferiam, a de serem inatingíveis. Os colonos sofreram muito nas mãos desses senhores, pela simples manutenção do poder. Estavam acima da lei. Conta ainda, que os descendentes do Coronel viviam como nababos, abusando do poder que detinham, e que uma vez houve um baile da população rural (colonos): italianos, alemães poloneses etc. na região do Lambedor, salvo engano, e que os Teixeira chegaram no meio da festa, abusando das mulheres e meninas que ali se encontravam, arrumando confusão, atiraram e mataram várias pessoas, pois afinal sabiam que nada lhes aconteceriam, afinal a lei valia para os outros, vez que eles eram a lei. Como disse ela: “naquele dia morreu muita gente…”. Todavia, disse ela que um dos indivíduos que lá se encontravam – que não irei mencionar – vingou-se do ocorrido no baile, que se ouviu apenas o disparo, onde um dos Teixeira se encontrava, sentado em frente à varanda de sua casa, caindo desfalecido sobre o seu chimarrão. Se é lenda ou não, eu não sei, fica o relato!

      Resposta
  • 10 de setembro de 2015 em 22:58

    Parabéns Marcelo!!! Ótima matéria!!!

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